Soneto
Se por infame dúvida deixamos de vivenciar
Os gozos e dissabores de amores que nos acerte
Indignos nos tornamos sequer de sonhar
Pois o medo nos acorrentou a uma existência inerte.
O zelo com que te guardas, na verdade te aprisiona
A existência protegida torna-se claudicante
A letargia demasiada se faz sua dona
E até mesmo o mais simples gesto mostra-se hesitante
Podes então viver para sempre escondido
Como quem opta por seguir solitário
Mas permaneces em si mesmo coagido
E se torna do medo eterno depositário
Ou podes ainda dos seus temores esquecer
Como quem ousa plenamente viver.
By Renata Rocha.
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