domingo, 23 de dezembro de 2007
O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê? O sujeito quer ficar famoso pra que? O indivíduo malha, faz exercícios pra quê? A verdade é que é a mulher o objetivo do homem. Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função de você. Vivem e pensam em você o dia inteiro, a vida inteira. Se você, mulher, não existisse, o mundo não teria ido pra frente. Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar um sujeito igual a ele, de bigode e tudo. Um mundo só de homens seria o grande erro da criação. Já dizia a velha frase que "atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". O dito está envelhecido. Hoje eu diria que "na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". É você, mulher, quem impulsiona o mundo. É você quem tem o poder, e não o homem. É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias. Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens. E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher. Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua. Só homens. Já pensou? Um casamento sem noiva? Um mundo sem sogras? Enfim, um mundo sem metas.
ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES:
1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.
2- O jeitinho que elas tem de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro.
3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.
4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
5- Como são encantadoras quando comem.
6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.
7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.
8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.
9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.
10- Como ficam lindas quando discutem.
11- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.
12- O brilho nos olhos quando sorriem.
13- Ouvir a mensagem delas na secretária eletrônica logo depois de uma briga horrível.
14- O jeito que tem de dizer "Não vamos brigar mais, não.."
15- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.
16- O modo de nos beijarem quando dizemos "eu te amo".
17- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.
18- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.
19- O jeito de pedir desculpas por terem chorado por alguma bobagem.
20- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.
21- O modo com que pedem perdã o quando o tapa dói mesmo (embora jamais admitamos que doeu).
22- O jeitinho de dizerem "estou com saudades".
23- As saudades que sentimos delas.
24- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Soneto
Se por infame dúvida deixamos de vivenciar
Os gozos e dissabores de amores que nos acerte
Indignos nos tornamos sequer de sonhar
Pois o medo nos acorrentou a uma existência inerte.
O zelo com que te guardas, na verdade te aprisiona
A existência protegida torna-se claudicante
A letargia demasiada se faz sua dona
E até mesmo o mais simples gesto mostra-se hesitante
Podes então viver para sempre escondido
Como quem opta por seguir solitário
Mas permaneces em si mesmo coagido
E se torna do medo eterno depositário
Ou podes ainda dos seus temores esquecer
Como quem ousa plenamente viver.
By Renata Rocha.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
O distraído nela tropeçou.
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, ansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já David, matou Golias e Michelângelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos,
A diferença não esteve na pedra, mas no homem!
(autor desconhecido)
Desalento (Vinícius de Morais)
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim
Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos
Eu era tão feliz
E não sabia, amor
Fiz tudo o que eu quis
Confesso a minha dor
E era tão real
Que eu só fazia fantasia
E não fazia mal
E agora é tanto amor
Me abrace como foi
Te adoro e você vem comigo
Aonde quer que eu voe
E o que passou, calou
E o que virá, dirá
E só ao seu lado, seu telhado
Me faz feliz de novo
O tempo vai passar
E tudo vai entrar no jeito certo de nós dois
As coisas são assim
E se será, será
Pra ser sincero, meu remédio é te amar, te amar
Não pense, por favor
Que eu não sei dizer
Que é amor tudo o que eu sinto longe de você
terça-feira, 9 de outubro de 2007
sábado, 6 de outubro de 2007
Se ela me deixou a dor
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dor
Eu tenho a minha dor
Se ela preferiu ficar sozinha ou já tem um outro bem
Se ela me deixou a dor é minha, a dor é de quem tem
O meu troféu é o que restou
É o que me aquece semme dar calor
Se eu não tenho o meu amor
Eu tenho a minha dor
A sala, o quarto, a casa está vazia,
A cozinha, o corredor
Se nos meus braços
Ela não se aninha
A dor é minha, a dor
O meu lençol é o cobertor
É o que me aquece sem me dar calor
Depois de ter você
Pra que querer saber que horas são ?
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve uma canção
Como essa ...
Depois de ter você
Poetas para que ?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas
Para que servem as ruas
Depois de ter você ...
Depois de ter você ...
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Das Utopias
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
(Mário Quintana)
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Tô pensando muito sério
Em mudar meu raciocínio
Tô querendo ficar zen
Mas não tenho patrocínio
Falta o líquido e o certo
Falta até água da chuva
Pra lavar essa sujeira
Pra levar essa minha busca
Eu sei que tenho que ir assim
Não vou ficar parado aqui
Sem fazer nada
Eu te aconselho à vir também
Porque já não dá mais pra deixar prá lá
Tem gente que tá puro lixo
E quem tá com a mão mais suja
O empresário ou o político
O acusado ou quem acusa
Eu peço a atenção ao povo
Quando for eleger de novo
Se lembrem de tudo
Que pensem no futuro
(coro 4x)Ah Ah Ah Ah
É rir pra não chorar
É que agora veio à tona
O que já tava acontecendo
Acabou não tem mistério
O que estavam escondendo
Não se sabe de onde vem
Só que é muita grana suja
Dividiram entre eles
O que era de outros, meu
Eu sei que eu devo ir assim
Não vou ficar parado aqui
Sem fazer nada
E eu te aconselho a vir também
Por que já não dá mais pra deixar pra lá
Não é possível que essa troup
Depois dessa saia impune
Que senão Deus nos ajude
Que eu tenha força e atitude
Eu peço a atenção ao povo
Quando for eleger de novo
Se lembrem de tudo
E pensem no fututo
(coro 4x)
Ah Ah Ah Ah
É rir pra não chorar
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Crônica sobre a paixão
Olha, realmente não dá pra entender essa “coisa” que as pessoas chamam de paixão. Aliás, não há nada mais reificante que tornar algo abstrato como os sentimentos em “coisas”, dando-lhes características que pertencem a nós seres humanos. Talvez porque nossos sentimentos nada mais são do que a externalização dos nossos instintos e da nossa natureza, denotando quem somos. Por isso às vezes dizemos, “a paixão é impiedosa”, “a paixão não escolhe suas vítimas”, “a paixão deixa os homens cegos”, ..., o que me leva também a ficar tentada a aderir a esta tendência coisificadora (aliás, me perdoem, mas farei isso em vários momentos desta crônica) e afirmar, “como essa tal paixão é poderosa!”.
Que tentativa mais vã esta do ser humano. Por mais que se viva nunca será possível encontrar uma explicação plausível para a paixão. A inteligibilidade do homem é limitada, portanto, entendermos a paixão é tão impossível quanto sabermos porque temos cinco dedos em cada mão, e não seis ou sete.
Creio que quando se trata de paixão não há como não se desviar um pouco para os caminhos da irracionalidade, isso mesmo, ser alvo da paixão implica necessariamente em correr riscos, em agir de forma inusitada, imprevisível, até mesmo insana. Quando a paixão surge, diga-se de passagem, na maioria das vezes de forma inesperada, nos deixa totalmente indefesos, estupefatos, ou, para usar a linguagem o mais coloquial possível, totalmente embasbacados, achando que o mundo está com um colorido diferente.
Aliás, o imenso mundo globalizado torna-se minúsculo, do tamanho da pessoa alvo da nossa transloucada paixão. Só temos olhos para ela, só pensamos nela, às 24 horas do nosso dia passam a se resumir em imaginar onde a pessoa amada está, no que ela está pensando, o que ela está fazendo, se ela já almoçou etc. Quando apaixonados, nos pegamos ouvindo as mais bregas músicas, assistindo todos os “filmes água-com-açúcar” que encontramos na locadora, desenhando corações na capa do caderno ou nos vidros sujos dos carros, admirando as estrelas, achando a lua cheia mais cheia do que nunca ! Sem motivo algum nos pegamos sorrindo, só por ter lembrado de algo totalmente sem graça que o ser amado disse, que aos ouvidos do apaixonado soa como a mais hilariante das piadas. Diversas pesquisas promovidas por cientistas de várias partes do mundo tentam decifrar as reações fisiológicas e psíquicas dos apaixonados. A paixão nos faz produzir serotonina, afirma uns, o hormônio que nos gera prazer e sensação de bem-estar. Esbarrar casualmente com o amado no elevador pode fazer aumentar a adrenalina no nosso organismo, o que acelera o batimento cardíaco, faz o rosto enrubescer, a boca ficar seca e as pernas tremerem.
Bem, tantas explicações científicas podem dar um toque mais racional à paixão, pois não é isso que busca o mundo das ciências, dar racionalidade àquilo que não é racional ? Pode parecer piegas, mas prefiro continuar acreditando que há muito mais em relação à paixão do que possa crer a nossa vã filosofia, parafraseando o grande escritor inglês William Shakespeare. Assim como afirmou outro grande pensador: “o coração tem razões que a própria razão desconhece”.
E ainda que reclamemos das astutas armadilhas da paixão, que é capaz de nos tornar cegos e bobos, sempre torcemos para que ela bata à nossa porta. Quando ela nos causa dor e sofrimento a culpamos por todos os nossos males, esbravejamos contra ela e juramos nunca mais lhe abrir a porta do nosso frágil coração. Atitudes ingênuas do ser humano, pois a paixão não avisa quando vem. Não, ela não telefona, não manda e-mail, nem sequer um sinal de fumaça. E se queremos evitá-la é melhor que desistamos da vida. Pois onde há um coração que bate há um trem de pouso para este sentimento. E isso sem distinção alguma de idade, sexo, etnia, credo religioso, e qualquer outra. Ao contrário de nós seres humanos a paixão não faz acepção de pessoas.
Sem nos preocuparmos com os motivos que nos levam a nos apaixonarmos, muito menos em explicar o que acontece quando estamos inebriados por este sentimento, preferível é que o experimentemos sem temer todas as reações e emoções que a paixão proporciona ao ser humano. Dane-se se estamos sendo irracionais. A imprevisibilidade da vida nos permite vivermos algo que simplesmente não somos capazes de explicar. Mas que simplesmente adoramos e ansiamos cotidianamente viver.
By Renata Rocha.
A Era da descartabilidade
Muitas coisas mudaram desde a época dos nossos avós. Eles não tinham e-mail, orkut ou MSN, não ouviam música em seus Ipods, não mandavam torpedos, muito menos criavam avatares em uma “second life”. No tempo deles, não existia também talheres, copos ou pratos descartáveis. Garrafa peti, então, nem pensar. Na época deles o abridor de garrafas era útil ! A praticidade do “usou jogou fora” não fazia parte do universo deles. Imagina só que trabalho deveria ser dar festas em casa, ter que lavar aquela louça toda depois que os convidados fossem embora.
É, realmente deviam ser tempos difíceis !
O nosso, ao contrário, tornou tudo mais simples. As câmeras digitais permitem que a gente descarte as fotos que não ficaram boas. Nos Ipods a gente grava e depois desgrava as músicas e vídeos que já nos enjoaram e voltamos a gravas tudo novo. Os e-mails a gente lê e depois joga na “lixeira”, ou às vezes nem se dá o trabalho de ler, é lixeira direto. Com os CD-R´s e DVD-R´s a gente pode gravar, desgravar e regravar dados. No orkut a gente deleta scraps (segundo os adeptos deste modismo, é pra garantir a privacidade. Nada mais contraditório do que querer manter a privacidade no orkut !). Se alguém nos mandar um spam ou vírus a gente apaga, e até contatos desagradáveis ou “ex” a gente deleta também. No MSN o recurso do bloqueio ou da exclusão nos torna livres para decidir se queremos continuar mantendo contato com aquele “contato mala”. Como que em um passe de mágica a gente “se livra” do problema. Simples, não ?!
Com todos estes exemplos estamos convencidos de que viver nos dias de hoje é bem melhor do que nos tempos dos nossos avós, não é ?! Ah, deveria ser chato encontrar a “turma” na pracinha à noite, bater altos papos ao vivo e a cores, paquerar o “broto” através de troca de olhares, mandar um bilhetinho de papel na sala de aula pro amigo, precisar ir até a casa das pessoas quando se quisesse conversar, ou seja, manter “relações reais” ao invés de “relações virtuais”.
Relações virtuais são mais superficiais, menos íntimas, menos “pessoais”. Relações virtuais são mais fáceis de serem deixadas de lado, ninguém é tão cobrado, nem precisa usar de muita sinceridade. Pode-se até usar um rosto falso (quem já não foi enganado por algum “fake” ?!). Relações virtuais são, na maioria das vezes, efêmeras. São relações líquidas. Relações virtuais são facilmente descartadas. Para tanto, basta um clique, um único clique.
Relações reais dão muito mais trabalho. Precisam ser cuidadas. É preciso tempo e dedicação (tempo ?! E alguém ainda tem isso ?!). Elas requerem esforço. Relações reais são mais densas, trazem consigo maior comprometimento. Podem causar frustrações, decepções, amarguras. Relações reais revelam nossas inseguranças e medos, muitas vezes nos expõe. E sim, são muito mais difíceis de serem “deletadas”. Estamos falando então de correr riscos. E alguém hoje quer correr risco se podemos optar pela segurança do ostracismo virtual ?!
É, somos “privilegiados”. E viva a era da dercartabilidade !
By Renata Rocha.
Ovinos pela própria natureza
(JOÃO UBALDO RIBEIRO)
A Banalização do amor
Publicada em 12/06/2007 às 15h02m
Por Benê França
Amor... Sentimento eterno enquanto dura, como dizia Vinícius de Moraes, a fim de caracterizar a ausência de permanência, a finitude dessa experiência humana ímpar. Por outro lado, amar indica uma eterna busca pela nossa outra metade, como dizia o poeta Aristófanes na obra "O Banquete", de Platão, para determinar a incessante procura desse outro "eu" que nós não sabemos onde está nem quem seja. Por conseguinte, há muitas correntes de pensamento que discordam, acreditando ser o amor ora duradouro, como nos dizem os poetas e os apaixonados, ora tão efêmero como a própria existência humana.
Na Idade Média, os escolásticos classificaram o amor como pecado; os pensadores modernos exaltaram-no, em virtude dos novos valores em ascensão; durante a Revolução Industrial, o matrimônio, meio para se ter prole e mão-de-obra barata, transforma o amor em algo entediante. Hoje, não tão diferente, ele é compreendido como um jurássico sentimento: reificado, transformou-se numa mercadoria, mero objeto descartável.
Amar e ser amado corresponde a uma busca intermitente que, de tão complexa, a primeira pessoa que encontramos já julgamos ser a nossa cara metade, o ser andrógino. Condenados, como escreveu Aristófanes, sentimo-nos separados, punidos por nossos ultrajes aos deuses olímpicos, embora o tempo todo desejássemos, nem que fosse por um curto período, o reencontro.
Atualmente, o amor foi banalizado, deixou de ser gratuidade para ser uma troca mercantil. Semelhante a um objeto, ele se transformou em um sentimento cobrado, que pode, estranhamente, ser comprado e, por conseguinte, substituído, como indica a rotatividade das relações amorosas. Assim, o amor contemporâneo, como os produtos perecíveis nas prateleiras dos supermercados, tem data de validade.
Ora, então, devemos amar ou não amar?
Amar e não ser amado é, indubitavelmente, um mal menor do que não tentar amar. Todavia, sendo gratuidade, melhor quem ama, ainda que não correspondido, do que quem, por insegurança, não procura amar. Porquanto, de acordo com o pensamento filosófico de Heráclito, tudo está em constante movimento e transformação; por conseguinte, quem não ama poderá ser amado, quem não é amado, poderá tentar amar, quem não é correspondido, poderá sê-lo, com todos os riscos que as tentativas implicam. Ademais, oferecer o nosso amor para quem não quer ser amado apenas potencializa a capacidade humana de arriscar-se. Ainda que não dê certo, o mais importante é que, como afirmaria Martin Buber, nós nos abrimos para o outro, sem temê-lo.
Sendo assim, uma pessoa pode dar e exigir o amor ou dar e esperar pacientemente a reciprocidade; exigido, cobrado, trocado, de forma subjacente se crê que ele é comercializável, portanto, com o tempo poderá ser substituído; a respeito daquele que dá e aguarda pacientemente a consumação recíproca dos amores, revela uma identidade eminentemente humana, caracterizada pelo espírito do risco.
Com efeito, melhor do que não tentar, sob o medo de se arrepender, é tentar e enfrentar todas as conseqüências, todas as renúncias requeridas pela vida a dois, haja vista que a beleza da existência humana reside aí: em um universo cheio de problemas, de incertezas e medos, o verdadeiro ser humano revela, por própria escolha, que não tem medo de tentar ser feliz.
(Benedito Luciano Antunes de França é Mestre em Filosofia e Professor de Filosofia em São Paulo).
